As declarações da (des) governadora do RS, Yeda Crusius, durante e após a manifestação do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais(FSPE-RS), ilustram o momento pelo qual passa seu (des) governo e nos ajudam a entender qual é o "novo jeito de governar" que ela insiste em infligir ao povo gaúcho.
"Vocês não são professores. Vocês são torturadores de crianças." A declaração acima foi feita pela senhora Yeda que também disse que o s professores e manifestantes "estão cada vez mais desacreditados, repudiados."
São declarações feitas no calor do momento, mas refletem exatamente o que pensa essa senhora. Se alguém ou algum movimento social é contrário a seus interesses ela procura a desqualificação imediata e usa a tropa de choque da Brigada Militar para reprimir. Recente pesquisa demonstrou que 70% da população gaúcha deseja a instalação de uma CPI na Assembléia Legislativa do RS para investigar a enormidade de suspeitas que pairam sobre (e sob) o Palácio Piratini.
Ocorreu hoje, pela manhã, manifestação do CPERS (Centro dos Professores do Estado do RS) , na capital gaúcha, pedindo o "impeachment" da (des) governadora YedaCrusius. Segundo informações da RBS (dêem um desconto pela fonte, ok?) houve abuso por parte dos manifestantes que, inclusive, destruíram um jardim em frente à residência da (des) governadora. Não concordo que qualquer manifestação possa impedir qualquer cidadão de seu direito constitucional de ir e vir que, segundo a RBS, parece foi negado à filha e netos da Sra. Yeda. Para variar foi utilizada a truculência habitual da Polícia de Choque da Brigada Militar do RS para reprimir a manifestação, que teve inclusive detenção de participantes, dentre eles a presidente do CPERS, Rejane de Oliveira e a vereadora (PSOL) Fernanda Melchionna.
Atualizado e Publicado em 07 de julho de 2009 às 19:37
Os reconhecimentos a FHC
por Emir Sader, no seu blog em Carta Maior
Que cada um expresse aqui o reconhecimento que FHC pede.
Felizmente para a oposição, FHC não se contêm, não consegue recolher-se ao fim de carreira intelectual e política melancólicos que ele merece. E cada vez que fala, o apoio ao governo e a Lula aumentam.
Agora reaparece para reclamar que não se lhe dá os reconhecimentos que ele julga merecer. Carente de apoio popular, ele vai receber aqui os reconhecimentos que conquistou.
Em primeiro lugar, o reconhecimento das elites dominantes brasileiras por ter usado sua imagem para implementar o neoliberalismo no Brasil. Por ter afirmado que ia “virar a página do getulismo”. Por ter, do alto da sua suposta sapiência, dito a milhões de brasileiros que eles são “inimpregáveis”, que ele assim não governava para eles, que não tinham lugar no país que o tinha elegido e para quem ele governava.
O reconhecimento por ter dito que “A globalização é o novo Renascimento da humanidade”, embasbacado, deslumbrado com o neoliberalismo.
O reconhecimento por ter quebrado o país por três vezes, elevado a taxa de juros a 48%, assinado cartas de intenção com o FMI, que consolidaram a subordinação do Brasil ao capital financeiro internacional.
O reconhecimento dos EUA por ter feito o Brasil ser completado subordinado às políticas de Washington, por ter preparado o caminho para a Alca, para o grande Tratado de Livre Comércio, que queria reduzir o continente a um imenso shopping Center.
O reconhecimento a FHC por ter promovido a mais prolongada recessão que o Brasil enfrentou.
O reconhecimento a FHC por ter desmontado o Estado brasileiro, tanto quanto ele pôde. Privatizou tudo o que pôde. Entregou para os grandes capitais privados a Vale do Rio Doce e outros grandes patrimônios do povo brasileiro. Por isso ele é adorado pelas elites antinacionais, por isso montaram uma fundação para ele exercer seu narcisismo, nos jardins de São Paulo, chiquérrimo, com o dinheiro que puderam ganhar das negociatas propiciadas pelo governo FHC.
FHC será sempre reconhecido pelo povo brasileiro, que tem nele a melhor expressão do anti-Brasil, de tudo o que o povo detesta, ele serve para que se tome consciência clara do que o povo não quer, do que o Brasil não deve ser.
30/06/2009 - 07:00 - Luís Nassif, colunista do Último Segundo
Ontem houve mais uma rodada de estímulos à economia, enquanto não ocorre uma recuperação mais vigorosa.
O principal item foi o da equalização das taxas de juros para investimentos em bens de capital que sejam adquiridos nos próximos seis meses. Há vantagens expressivas. No caso de financiamento de caminhões, a taxa anual caiu de 13,5% para 4,5%. Além disso, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a redução da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) de 6,25% para 6% ao ano – a menor taxa da história.
Outra medida foi a prorrogação da isenção de IPI para automóveis, materiais de construção e eletrodomésticos. E a inclusão, nos bens desonerados, de 70 itens de bens de capitais, máquinas e equipamentos. No Ministério da Fazenda considera-se que as medidas não comprometerão as metas de superávit fiscal – que foram reduzidas para 2,5% este ano.
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Estudos recentes do FMI comprovam que o Brasil foi um dos países em que os resultados fiscal e da dívida pública foram menos afetados. Atravessou a crise com perdas menores do que os demais países. Mas o resultado poderia ter sido infinitamente melhor se o Banco Central não tivesse sido tão inepto.
O BC elevou a taxa Selic poucos dias antes da quebra do Lehman Brothers. Não poderia ter adivinhado. Mas levou até janeiro para corrigir a rota. A ata de inflação de dezembro entrará para a história econômica do país como um dos documentos mais improváveis já preparados por uma autoridade econômica. Provavelmente nem no início da elaboração das contas nacionais, nos anos 50, cometeu-se avaliação tão bisonha. O relatório sustentava que a atividade econômica estava robusta, quando se via a olho nu a economia se desmanchar.
Em janeiro, a demora do BC em acertar o rumo dos juros fez com que a própria Fazenda reduzisse suas expectativas de desempenho do PIB para 2009. A nova avaliação não foi divulgada para evitar a exacerbação das expectativas.
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A grande luta, agora, será fechar 2009 com o PIB positivo. Até agora, há dois trimestres de queda em relação ao ano passado - -1,8% e -0,8%. O terceiro trimestre também registrará PIB negativo, já que o terceiro trimestre do ano passado foi bastante aquecido. Assim, a recuperação estatística se dará a partir do quarto trimestre.
A Fazenda trabalha com a possibilidade de um crescimento de 4% - em relação ao mesmo período do ano passado. Ocorrendo, o PIB poderá fechar em 0,2%, um pouco mais. Para o próximo ano, poderá estar correndo a mais de 4% ao ano, especialmente devido ao fato da comparação ser com uma base mais baixa.
Mesmo assim, a política cambial errática do Banco Central continua jogando contra o crescimento brasileiro. Tome-se o caso da indústria automobilística. A produção divide-se entre mercado interno e externo. No ano passado, a política cambial expulsou o país do mercado internacional. Desse modo, todo o peso da recuperação cai em cima da desoneração do IPI para o mercado interno – afetando a arrecadação e impedindo que outros setores possam ser auxiliados.
IPI menor é prorrogado
O IPI reduzido para veículos, eletrodomésticos, material de construção e bens de capital foi prorrogado por mais três meses, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em troca, as indústrias automobilísticas se comprometem a não demitir no período. Além disso, o governo vai baixar o PIS e o Cofins sobre o pão francês e farinha de trigo. A renúncia fiscal do governo foi estimada em R$ 3,342 bilhões. A partir de outubro, o IPI para carros volta a subir gradualmente.
Atualizado em 29 de junho de 2009 às 21:50 | Publicado em 29 de junho de 2009 às 16:50
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, nesta segunda-feira, durante solenidade no Itamarati, em Brasília, novas medidas de combate à crise e estímulo ao crescimento. Cerca de 70 itens de bens de capital terão redução de IPI até 31 de dezembro de 2009. O ministro também anunciou a prorrogação das desonerações para veículos, produtos da linha branca, material de construção, motos, trigo, farinha e pão francês, além da redução da TJLP e do custo de empréstimos da União para o BNDES.
Para os produtos da linha branca, a redução do IPI foi estendida até 31 de outubro. O IPI reduzido para automóveis valerá até 30 de setembro, com retorno gradual para as alíquotas anteriores em três meses. Para caminhões, o prazo foi prorrogado por mais seis meses, valendo até 31 de dezembro.A prorrogação da desoneração do IPI sobre materiais de construção será de seis meses, até 31 de dezembro de 2009.
As motos terão a redução de PIS-COFINS prorrogada por mais seis meses e o trigo, farinha de trigo e pão francês permanecem com a contribuição reduzida até 31 de dezembro de 2010. O total da renúncia fiscal estimada para 2009 com as novas medidas é de R$ 3,342 bilhões.
Mantega, porém, criticou alguns governadores que se aproveitaram da redução do IPI promovida pelo governo federal para fazer substituição tributária. Entre eles, o de São Paulo. Em consequência, as empresas não puderam repassar totalmente aos produtos a diminuição dos tributos e os preços não caíram o quanto poderiam.
Gangsterização da política Escrito por Léo Lince Veiculado no "Correio da Cidadania" (www.correiocidadania.com.br)
25-Jun-2009
Antes era o Fernando Henrique, agora é o Lula. O que o vulgo chama de "operação abafa", é triste constatar, tem sido procedimento recorrente entre os que nos governam. Basta estourar qualquer escândalo de corrupção e, pronto, lá está o governo empenhado em barrar a investigação. É moralismo denuncista, vai afetar o funcionamento das instituições e paralisar o livre curso dos negócios, alegam os titulares do poder executivo que, como santos de bordel, flutuam incólumes sobre o mar de lama.
Lá atrás, quando tocava aos tucanos administrar o receituário dominante, o senador Pedro Simon tratou do tema. Ele, que era amigo pessoal do presidente e participava de sua base de apoio na época, falando com seu gestual peculiar, formulou a seguinte máxima: "…eu não sei se o presidente Fernando Henrique rouba, nem se ele deixa roubar, mas de uma coisa eu tenho absoluta certeza: ele não deixa investigar de jeito nenhum".
Ainda da mesma era, os mais antigos hão de se lembrar da famosa briga ACM versus Jader Barbalho. Os dois, que eram líderes dos maiores partidos aliados do governo, se chamaram de "ladrão" e "mais ladrão" em plena tribuna do Senado Federal. Ato falho que, segundo as más línguas, serviu para mostrar que ambos estavam com a razão. O falecido oligarca baiano chegou a convocar a imprensa estrangeira para declarar com todas as letras: "o presidente FHC, para manter a aliança que o sustenta, é tolerante com a corrupção".
O caso atual, que com o desdobrar dos acontecimentos adquire feições cada vez mais escabrosas, recoloca a natureza comum da linhagem anterior. E, a julgar pelas declarações repetidas pelo atual presidente, o estigma de Simon ("não deixa investigar de jeito nenhum") cai como uma carapuça certeira na cabeça de Lula. O morto-vivo que ainda preside o Senado despenca ladeira abaixo feito bola de neve, mas tem história e não pode ser investigado. Os presidentes são figuras incomuns, logo inimputáveis. Não estão aí para tomar conhecimento das falcatruas que lhes sustentam o pedestal.
Vivemos uma época espantosa, marcada pela crença na impessoalidade da corrupção sistêmica. A corrupção não tem pernas, nem é uma seqüência de fatos isolados que se repetem. Ela é uma cultura que azeita o funcionamento da máquina de poder, articula os pontos fortes da economia com o intestino grosso da pequena política. Por sua gigantesca malha fluem os "valores" que articulam o capitalismo financeiro que nos domina ao sistema político que lhe fornece base de sustentação.
Sendo assim, a luta pela ética na política (que também tem experimentado surtos recorrentes no período em pauta) não pode ser tratada como moralismo abstrato, rearmamento moral, ou coisas do gênero. Pelo contrário, trata-se de uma dimensão importante da luta contra o modelo dominante. Quando os organismos do aparelho de Estado, ao invés de defenderem o interesse público, prestam reverência ao deus mercado, não dá outra. Os escalões intermediários fazem negócios e, para fechar o círculo vicioso, a cumplicidade dos altos escalões abafa qualquer tentativa de investigação. O pacto de silencio garante a partilha do butim. A riqueza privada se afirma sobre a falência do poder público e o resultado inevitável é o que aí está: a "gangsterização" da política.
“O governo Fogaça propõe uma despesa com publicidade que totaliza 54 milhões, 961 mil reais para os quatro anos do Plano Plurianial 2010/2013. Considerando-se que a preços corrigidos para maio de 2009 (IPCA) no seu primeiro período de governo (2005/2008) foram gastos 41 milhões, o projeto de lei apresentado acresce em 34% a despesa total. Resumindo: se o atual governo gastou muito no passado, pretende gastar ainda mais em propaganda no futuro próximo. Apresentamos, a seguir, as despesas propostas para publicidade, por programa, comparando-a com o valor de algumas importantes ações do mesmo programa.
Para a Ação 1019 - custeio do Sistema de Saúde da Restinga são propostos apenas 1 milhão, 680 mil reais, para a publicidade do programa 9 milhões, 298 mil reais. Para a Ação 1534 – Saúde da Mulher apenas 320 mil, ou seja, 80 mil por ano. Para a Ação 1036 - Esterilização de Cães, 1 milhão, 375 mil reais.
No programa CIDADE INTEGRADA, para três importantes ações, a 1076 – Implantação de Novas Áreas Verdes na cidade, 44,5 mil reais; a 1085 – Melhoria dos Sanitários Públicos de Porto alegre, 125 mil reais e a Ação 1094 – Orla do Guaíba, 200 mil reais (50 mil por ano!) para revitalizar 9 km/ano da nossa orla. Já para a publicidade do programa, 7 milhões, 310 mil reais.
No LUGAR DA CRIANÇA É NA ESCOLA E NA FAMÍLIA a Ação 1302 – Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes são propostos 230 mil reais; na Ação 1294 - Atenção à Dependência Química apenas 80 mil reais (20 mil reais por ano!); na Ação 1309 – Graxaim (inclusão de crianças na faixa dos 2 ao 6 anos) são previstos apenas 40 mil reais e na Ação 1335 – Prevenção às Drogas são propostos 363 mil reais. Já para os gastos com publicidade do programa, 3 milhões, 632 mil reais.
Já para o grande programa-meio da Prefeitura, o GESTÃO TOTAL, controlado pela Secretaria de Gestão e Acompanhamento Estratégico (Clóvis Magalhães) são previstos 19 milhões, 908 mil para publicidade. Não fica qualquer dúvida que a propaganda e o marketing constituem o eixo central e estratégico do governo Fogaça.